Mostrar mensagens com a etiqueta Maternidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Maternidade. Mostrar todas as mensagens

Brincadeiras para bebés de 0–2 meses

Escrito por 29.5.17
A verdade é dura: o bebé não vai brincar connosco pelo menos nos dois primeiros meses da sua vida. Ele ainda não sabe o que é que significa brincadeira. Ainda não vê muito bem e não está muito interessado no mundo. Está interessado no leite. Somos nós que queremos arranjar o tempo dele, queremos encontrar algumas actividades educativas que vão ajudar no desenvolvimento da nossa criança. 

A minha história é simples e semelhante a milhares de outras. No início, apesar de estar cansada de tudo: da nova situação, da falta de sono, do choro, fanaticamente estava a procurar algumas informações sobre as maneiras de divertir um recém-nascido entre a alimentação e o sono. Não podia aguentar o facto de que ele ficava na sua cama passar o tempo só olhar para frente. De vez em quando encontrei algo, mas a minha pergunta é: Como brincar com o meu filho de 1–8 semanas? permanecia sem resposta. Já consigo responder e eis que vou fazer isso. 

O bebé de 0–2 meses ainda não sabe o que é que se passa no novo mundo. Os seus sentidos desenvolvem-se lentamente para ele poder acostumar-se bem às novas condições. Portanto nem pensem que ele vai reagir ostensivamente a vocês, sorrir muito conscientemente ou agarrar qualquer coisa. As reações dele vão muito menos espetaculares do que vocês esperam. E a brincadeira também vai ser unilateral – nós brincamos com a criança e não ela connosco.

Então a melhor coisa que pode-se fazer é apenas estar presente. Abraçar, beijar –porque o sentido de tacto é o mais forte nesta época. Falar a recém-nascido, mas não desistir da conversa com os outros. A voz é o que se importa, ainda não o sentido. Ás vezes basta a música – cada tipo que vocês gostem. Não se esforcem com Chopin ou Bach se vocês não são os fãs de musica clássica. A criança precisa uma imagem consistente dos pais desde o início. Não menos importante é o silêncio para deixar o bebé arrumar todas de impressões novas na cabeça dele.
Para ajudar a desenvolver o sentido da visão vale a pena pintar dois papeis – um em linhas pretas e o outro em pontos vermelhos – e pendurá-los na cama. Eles aumentam a concentração e deixam ver mais nitidamente. Brinquedos de cor preta, branca e vermelha também serão úteis nesta situação. 

E mais uma coisa. Não devemos esquecer que o bebé tem que aprender literalmente tudo. Portanto ele também pode fazer descobrimentos sem a nossa ajuda. Estar obcecado por estimular o bebé por 24 horas é tão má ideia como deixá-lo sozinho durante todo o dia. Encontrar a proporção correcta – isso é a melhor solução. 

Como ser mãe e não ficar maluca?

Escrito por 5.5.17
Sou mãe. Felizmente a gravidez não pode durar sempre e desde o fevereiro a minha vida tem consistido em leite e fraldinhas. Felizmente já não me sinto como uma mistura de elefante, caracol e boneco de neve (ler mais sobre isso aqui: link). E, também felizmente, já posso verificar as frases mais frequentas ditas pelas mães novas. Aqui são elas:

1. Não durmo.
Prefiro não dormir muito com a boa razão do que dormir 15 horas por dia por 9 meses e sentir-se ainda mais cansada. 

2. As fraldinhas fazem a minha vida! Estou farta de cocó!
Penso que seria mais provável ser mãe e não perceber o comportamento da sua criança do que ser mãe e não ter o conhecimento sofisticado sobre o sistema digestivo dela. Podia escrever um livro sobre este assunto, mas aqui vou poupar-vos os detalhes. Basta dizer segundo do Terêncio: Sou um homem: nada do que é humano me é estranho.  
Contudo as boas fraldinhas não são más. Sempre quando vou dispor os lixos sinto-me muito segura a ter comigo um saco com fraldinhas sujas. É tão pesado como se fosse pedra e por isso pode facilmente tornar-se numa arma. Quando precisar, usá-lo-ei para me defender.



3. A minha vida é cocó da minha criança, não meu. Não tenho tempo para nada!
Gosto da teoria que diz que é impossível amar o bebé demasiado e a outra – que diz que as vezes é saudável deixá-lo chorar para ele saber que não pode ter tudo o que quer – fica muito longe da minha visão do mundo. Todavia tenho a certeza que não há nada de mal em ir à casa de banho sempre quando precisamos disto. Ser aterrorizada por si própria é o pior que pode acontecer no início da maternidade. 
Falta de tempo e um cansaço grande enquanto ter o bebé são factos, mas não tomar banho, não sair de casa, não encontrar-se com amigos, não comer – é também muitas vezes a nossa decisão. A nossa criança não tem culpa nenhuma que estamos desorganizadas. Não digo isso porque eu estou. Pelo contrário. Mas várias vezes ao tomar banho incomoda-me mais o Facebook do que o meu filho.    

4. Não POSSO ter tempo. A minha criança é um rei/uma rainha – tenho que servi-la. 
Lamento muito. O meu filho é apesar tudo um humano. Eu também. E nós ambos precisamos de respeito. 
Há diferença grande entre cuidar da criança e servi-la. Claro que quando menino ou menina ainda é bebé o comportamento das mães que representam destas duas maneiras de pensar é (porque tem que ser) semelhante. O problema começa depois. Então desde início prefiro lembrar-me do único amigo que pode-nos ajudar para que esta relação fique saudável. Ele chama-se compromisso.

5. Ter os filhos significa um grande sacrifício. 
É obvio que a criança humana na idade de 2, 5, 12, 24... meses teria dificuldades em sobreviver sem ajuda de alguém mais velho. Então alguém tem que cuidá-la e a mãe parece ser a melhor opção. Além disso, já foram outros que cuidaram de nós, portanto agora é nossa vez. É natural. 
Por isso definitivamente prefiro a palavra maternidade do que martírio



As vantagens de estar grávida

Escrito por 13.12.16

Aqui estou: uma mistura de elefante (peso), caracol (velocidade) e boneco de neve (forma do corpo). Até recebi o típico chapéu que os bonecos de neve têm sempre nos desenhos animados. Falta apenas a cenoura em vez do nariz. Ou o tronco.  

Mas não está tão mal. Ainda consigo respirar bastante livremente, ainda não tenho dores tão grandes que durariam o dia inteiro (só metade do dia). As vezes também tenho fome!   

Posso facilmente multiplicar os exemplos do lado bom da gravidez:  

  • Estou cheia de energia três ou quatro horas por dia. 
    Nem sempre, mas em comparação ao início -  quatro horas é incrivelmente muito. Quase 17% do dia! 

  • Discussões? Ainda não existem. 
    Não é possível discutir com o bebé - ele ainda não consegue falar. Então quando ele me dá um pontapé, eu vou-me deitar ou dormir. O esquema é simples: é impossível que ambos estejamos muito vivos ao mesmo tempo: ou ele, ou eu. Ele fica com os restantes 83% da atividade diária. 

  • Todos os dias tornam-se numa surpresa grande!
    A situação muda-se dinamicamente: quando já começo a sentir-me acostumada a um desconforto, aparece outro. É difícil adivinhar o que vai chegar, especialmente quando as possibilidades não têm fim. Isso é melhor do que o euromilhões! Apesar de não ganhar, também não gasto dinheiro.  

  • Estou extremamente saudável.
    Durante toda a minha vida nunca fiz tantos exames médicos como tenho que fazer agora. Uma semana sem consulta médica ou sem escola de parto é uma semana perdida. Ultimamente tenho visto os meus amigos com menor frequência do que as enfermeiras da clínica de saúde.  

  • Não gasto dinheiro em roupa.
    Há meio ano que não compro uma única peça de roupa! Não vale a pena - cada dia estou mais gorda. Posso poupar dinheiro e gastá-lo nos puzzles, nas jóias ou, pelo menos, nas fraldinhas...

  • Estou muito mais sensível do que estava antigamente.
    Derramo lágrimas em média 3 vezes por dia. As razões podem ser variáveis: ao ver o céu azul, ao ver uma joaninha pequena andando pela janela, ao pensar sobre o facto de que o meu marido vai desfrutar do jantar que lhe vou preparar... Não é romântico?   

  • Tenho muito tempo para aproveitar da vida.
    Eu costumava correr regularmente por 10 km, andava de bicicleta nas montanhas de toda Europa, caminhava nas montanhas por 24 horas sem parar, trabalhava muito. Que chatice! Agora - durante as minhas 3-4 horas do dia - dou um passeio. Lentamente, passo a passo, a entrar em todas as casas de banho que encontro no caminho. Aproveito o sol, aproveito a vida. Não estou com pressa nenhuma porque não tenho força para me despachar.  


Pensem? Ser um elefante misturado com caracol e boneco de neve também pode ter vantagens. Em Fevereiro voltarei a estar em forma e todas as dores pequeninas começarão a estar nos problemas grandes de novo.  

Com tecnologia do Blogger.